

Marco Antonio P. Gonçalves & Rodrigo Bertozzi
Publicado nos sites
Estratégia na Advocacia (26/12/2007)
Consultor Jurídico (06/01/2008)
Migalhas (10/01/2008)
“Nenhum floco de neve numa avalanche
se sente responsável pela mesma."
- Stanislaw Lec
Crise na advocacia? Que crise? Nunca subestime, por exemplo, o governo brasileiro. Já não é de hoje que alguns tributaristas andam tristonhos, a lembrar da década de ouro dos anos noventa, lá daquele século que passou. Agora, com a CPMF derrubada, a fome do governo irá aumentar na mesma proporção do recurso perdido. São novas e grandes oportunidades que irão aparecer para chacoalhar o mercado jurídico. Paciência e posicionamento estratégico são, portanto, fundamentais para o futuro das bancas genuinamente preocupadas com a sustentabilidade de suas operações. A questão previdenciária é outra área, juntamente com a ambiental, que modificará o teatro de ferro do mundo jurídico para sempre. E você, como está se posicionando frente a um cenário tão dinâmico?
O advogado que emerge de um país em real construção deve assumir o papel de agente transformador. Como assim agente transformador? O novo advogado deve ser um conselheiro nas empresas onde atua, influindo, por exemplo, na cadeia produtiva de uma organização com um manual de perguntas e respostas sobre um tema como exportação e ajustando seus produtos às leis. É o advogado proativo, de atuação preventiva, e não simplesmente reativo e orientado a litígios. É o futuro. O cliente deseja isso, espera por isso e irá ao mercado buscar, caso não tenha esse tipo de resposta de seu advogado atual. É o princípio da concorrência. Se você não tiver um diferencial extremo, terá que competir pelo preço e sabemos muito bem que essa está longe de ser uma boa estratégia de continuidade para o seu negócio. Enfim, o advogado deve influir na política dos sindicatos, aconselhar seus clientes, estar presente nas grandes questões e, dentre inúmeras outras possibilidades, sempre procurar tangibilizar seu ponto de vista perante seus clientes.
O advogado, mais do que nunca, tornou-se um consultor estratégico. As empresas e sindicatos, e mais especificamente seus advogados internos, esperam que seus advogados externos atuem como executivos, sempre dispostos a auxiliá-los na árdua tarefa de terem uma atuação melhor e mais segura no mercado. Treinamentos, pareceres mais curtos, trabalho por projetos, dentre outros, serão temas constantes nessa grande virada da profissão.
Sete áreas de grande importância para 2008
A era do conhecimento já é uma realidade, há muito. Prova disso é a incrível pressão dos clientes, que tem levado as bancas a especializarem-se ainda mais. O cliente está com o bastão do poder na mão, está muito bem informado e fazendo um uso cada vez mais estratégico da tecnologia da informação na condução de seu negócio, principalmente dos aspectos jurídicos. E isso é ótimo! Os escritórios mais ativos, atentos às mudanças do mercado, que sabem estabelecer as conexões entre curto, médio e longo prazo, irão vencer a grande escalada em busca da diferenciação dos serviços jurídicos.
Enfim, ignore a “crise”, ajuste o foco e preste atenção nas inúmeras oportunidades que o mercado nos oferece dia e noite. A concorrência certamente está com o foco ajustado. E você?